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O porquinho

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Prendas

Costumo ficar ansiosa com o meu aniversário, desde os 16 anos que não o comemoro. Um dia antes fico de neura, sem saber o que vai acontecer, e à medida que os anos passam vai ficando pior. Gosto sempre de pensar que prendas vou receber, assim como no Natal - as surpresas que acabam sempre por não suceder. Ainda acredito no Pai Natal, no dia em que faço anos… e acabo sempre por ficar desiludida: não tenho as prendas que queria… Talvez não as tenha nestes dias carismáticos, mas hoje, sim apenas hoje, olhando para trás, me dei conta de que recebo sempre as prendas que mais anseio, não neste dia, mas nos dias todos do ano. Nunca lhes dei a importância devida porque não vieram quando queria, mas quando menos estava à espera, passando, assim, despercebidas.
Hoje, olho para trás, com medo do que já passou, pensando numa velhice precoce que me aflige e posso dizer: tiveste tudo o que querias, tal qual sonhaste! O “time delay” não deixou que te apercebesses de tudo, mas isso faz parte!
30 anos passaram, pensei fazer uma grande festa (coisa fora do normal), mas ainda bem que não fiz. Tal como em muita coisa na minha vida, o improviso corre sempre bem. Umas cañas aqui ou ali e acabamos a ouvir uma espécie de gospel num bar chamado barco. Não poderia ter melhor nome, nem ficar na melhor rua (calle barco).
Dou por mim a dançar como sempre me imaginei, divertindo-me com aquilo que gosto, rodeada de pessoas que conheço há pouco tempo e outras que caminham a meu lado.
Obrigada por estarem aqui…! Não imaginava diferente, pior ou melhor.

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