Sintam-se livres para comentar, adicionarem-se aos seguidores ou em alternativa deixar um donativo..

O porquinho

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Corral de la moreria

Esta quarta tive uma enorme surpresa, a minha Marie Carmen de estimação resolveu levar-me a jantar a um sítio especial. Já sabia que ía ter direito a qualquer coisa por a tratar tão bem, mas nunca imaginei...

Sair do trabalho, vestir uma saia, besuntar-me de base e aquelas coisas que as míudas às vezes metem na cara para parecer que são mais giras (já diz o ditado: "à noite todos os gatos são pardos") e tal... no tempo record de 30 minutos estava pronta para sair. Pareciamos dois domingueiros com fato de ir a casamentos.

Ainda andavamos às voltas à procura de estacionamento quando eu, por passes de mágica, descobri a dita: um espectáculo de flamenco!

"Yeah! alguma cultura espanhola!"- pensei com os meus botões. -"Já não era sem tempo!"

As portas do Corral de la Moreria só abriam às 20h30, ou seja, estavamos 45 minutos adiantados, o que me servia muito bem para mudar de modelito pelo menos mais três vezes antes de sair casa. Mas não, já ali estavamos e voltar atrás seria "a morte do artista"!

Para fazer tempo, como não seria de duvidar, fomos beber umas cañas para abrir o apetite. Conversa puxa conversa, foto à imigrante para aqui e para ali e toca a ir embora que já são 20h35 e não tarda ainda nos impedem de entrar. Nada disso, chegamos bem a tempo! Estamo-nos a sentar numa nada romântica mesa para dois (bem apertadinha por sinal e com o resto dos comensais quase em cima de nós) quando de repente: "olha, está ali a Diana e o namorado". Havemos sempre de encontrar alguém conhecido!

O jantar foi decorrendo, sempre a tentar perceber o que é que os nossos vizinhos estavam a comer e com muita gargalhada à mistura. De repente entra um senhor bem constituido e respectiva acompanhante. A partir daqui foi a loucura total!

Imaginem um sotaque russo a tentar debitar algumas palavras em inglês, é lindo de imaginar e maravilhoso de ouvir! Só me apetecia deitar no chão às gargalhadas, mas estava demasiado bem vestida para isso e o local não era o melhor!

A conversa:

-"I´m frrom Urzebeskistan. You must go thére! Do you zee Mongóliá? Do you zee Ruxia? It's right between!" - Dizia o badocha enquanto a respectiva olhava para a ementa sem perceber patavina.

-"hum, hum! I am from Korea and she is from Vietnam." - disse o oriental, que nós ainda não tinhas percebido muito bem de onde era, com um ar um tanto ou quanto desinteressado. Aquele ar que se faz quando se pensa: "mas o que é que eu tenho a ver com isso? Eu vim para aqui sossegadinho e agora tenho de levar contigo! Ainda por cima tens ar de traficante de armas." E não é que tinha mesmo? Que filme imaginei eu na minha cabecinha: de um lado o traficante de armas, do outro mais turistas como nós a tirar fotografias em direcção ao badocha (juro que pensei que eram agentes infiltrados da INTERPOL), os "chinocas" fartos daquilo e ainda o espectáculo não tinha começado... era um spaghetti western à antiga!

Chegou por fim o que eu considero, visto todo o cenário (sim, porque depois ainda entrou o velho com as duas bailarinas loiras de casino a meio), o segundo espectáculo. As raparigas eram feiotas, mas dançaram muito bem.


Ahhh, não vou contar mais, têm de lá ir!

Ficam as fotos..















1 comentário:

Beta disse...

Saudades vossas........

Muah****